Fluxo de caixa – o coração da empresa

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A análise do fluxo do caixa permite verificar a saúde financeira da empresa. Dessa maneira é possível obter respostas claras revelando o estado financeiro da empresa, bem como, o índice de sucesso dos investimentos.

O fluxo de caixa é uma das maneiras de se medir o crescimento de uma empresa. É através desse mecanismo que as empresas verificam se os recursos financeiros disponíveis estão suprindo as necessidades operacionais da empresa.

Já comentamos aqui, no blog da MultPainel, que a organização é indispensável para alcançar o sucesso empresarial. O dia a dia de uma empresa requer esse gerenciamento organizacional, não somente de recursos humanos, mas também da saúde financeira empresarial.

Para organizar as finanças de uma empresa, o empreendedor conta com essa ferramenta básica intitulada de fluxo de caixa. Ao acompanhar o fluxo de caixa, o empreendedor consegue apurar corretamente as receitas, remanejando o saldo disponível para aplicação em outros gastos, bem como, para manter o capital de giro da empresa.

Vamos conhecer um pouco mais sobre fluxo de caixa?

O QUE É FLUXO DE CAIXA?

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O fluxo de caixa é o coração da empresa. Mas antes de aprender tudo sobre fluxo de caixa, é interessante entender um pouco mais sobre a importância da organização empresarial para os negócios.

Administrar uma empresa de maneira organizada requer esforço, mas o resultado final não virá acompanhado de surpresas desagradáveis. A organização da empresa abrange todo um planejamento estratégico para encontrar diferentes maneiras de alavancar o crescimento da empresa.

Ao organizar corretamente uma empresa, todos os indicadores ficam mais claros, as funções e as atribuições que cada setor realizará ficam definidas… enfim, organizar a empresa é o momento de detalhar e atribuir as diferentes atividades que farão a empresa alçar voos mais altos.

Uma empresa funciona como uma grande máquina. Tente imaginar um grande mecanismo, com diversas engrenagens. Sabemos que as engrenagens trabalham acopladas, interligadas umas às outras, de maneira que a ação de uma engrenagem reflete na ação de todas as outras. Se uma engrenagem parar, o mecanismo todo sofre alteração.

Pensando assim, é fácil perceber que todos os setores de uma empresa estão, de alguma forma, interligados. Se um setor apresentar funcionamento atípico, todos os outros também serão afetados. A perfeita organização da empresa impede essas situações.

A gestão financeira da empresa é um dos tentáculos da organização empreendedora e é considerado um dos principais pilares das empresas que alcançam o sucesso. Uma situação de fácil constatação é que as empresas saudáveis e com crescimento constante possui gestão financeira de qualidade… e o fluxo de caixa é essencial para a gestão financeira empresarial.

O fluxo de caixa é uma ferramenta simples que controla o dinheiro de todas as entradas e saídas, como vendas e pagamentos diversos do seu negócio,  por exemplo.

Com ele é possível propor estratégias para os prazos de pagamentos e recebimentos, bem como, avaliar se a empresa terá recursos financeiros para pagar seus compromissos nas datas estipuladas.

Os quatros itens principais do fluxo de caixa são:

1 – Saldo inicial

O saldo inicial do fluxo de caixa é a quantia no início do período estipulado pela empresa para fazer a análise do fluxo de caixa.

2 – Receitas e entradas.

Aqui deve ser considerado o dinheiro recebido com a venda de produtos e serviços durante o período estipulado.

3 – Despesas ou saídas

Neste item deve analisar o dinheiro gasto com compras, salários, parcelas de banco ou financiamento, etc.

4 – Saldo de caixa final.

O saldo de caixa final consiste na quantia de dinheiro disponível no final do período estipulado para verificar o fluxo de caixa. Ele é estabelecido a partir de um confrontamento do saldo inicial, entradas e saídas. A diferença é o saldo final.

O fluxo de caixa pode ser semanal, quinzenal ou mensal. O importante é que ele seja atualizado sempre.

COMO MONTAR UM FLUXO DE CAIXA?

Para melhor organizar seu fluxo de caixa, elabore uma planilha e separe as receitas e gastos de um grupo, criando uma espécie de planos de contas. Lousas de vidro impressas podem ser uma ótima opção para auxiliar. Peça para imprimir uma planilha especial nela.

Nessa planilha você vai lançar as previsões de receitas e gastos, inclusive os parcelados, se atentando para que os recebimentos e pagamentos sejam lançados nos meses em que serão realizados.

Registre todas as despesas fixas, como aluguéis, salários, internet, telefone. Também calcule os custos variáveis, como impostos (água, luz), matérias primas, mercadoria e comissões, que geralmente são proporcionais à previsão de vendas.

Finalmente, apure a diferença entre os pagamentos e recebimentos, para ter uma previsão do saldo de caixa, e a partir dai, remanejar seus recursos se necessário.

FLUXO DE CAIXA NEGATIVADO

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O fluxo de caixa mal feito pode resultar em diversos problemas para a empresa. Por isso é importante ficar atento.

Lembra-se que citamos que a organização evita surpresas desagradáveis? Pois é, o fluxo de caixa consegue se ‘antecipar’ inclusive aos possíveis cenários ruins para uma empresa, financeiramente falando.

Se você tiver problemas com fluxo de caixa negativo, é aconselhável reduzir o excesso de vendas à prazo (com prazos muito longos). Isso ajuda a reduzir a inadimplência ou o atraso no pagamento dos clientes.

Paralelamente, busque equilíbrios entre preços e os custos para alavancar as vendas. Renegocie com os fornecedores e estabeleça critérios mais rígidos na hora de efetuar suas compras. Fique de olho no mercado e crie produtos ou serviços conforme as oportunidades que apareçam, como em datas comemorativas.

Da mesma maneira, encontre meios de diminuir o estoque. Uma das saídas é promover promoções. Já vimos aqui no blog que estoque em excesso é capital de giro parado. Também cogite vender equipamentos ociosos.

Antecipe as receitas oferecendo descontos para pagamento à vista ou elaborando planos de pagamentos com entrada. Em último caso, busque opções de crédito a longo prazo com taxas de juros menores.

Ao organizar corretamente o fluxo de caixa evitamos surpresas ruins, além de ser possível avaliar a possibilidade de investimento, aumentar prazos de vendas, distribuir os lucros ou aplicar as sobras no mercado financeiro.